domingo, 29 de agosto de 2010

28/08/2010

Quando a gente ouve a palavra “fair”, como um substantivo, pode ter mais de um significado. Eu não sabia disso. Até então, eu sempre pensava em fair como em “funfair”, que nada mais é do que parque de diversões. No momento em que eu acordei e me disseram que era pa eu vestir uma roupa confortáel pra irmos à tal da 'fair', eu pensei que íamos passar o dia andando de montanha-russa, roda gigante, comendo algodão doce, etc. Eu não entendi o porquê de eles insistirem tanto em eu vestir zilhões de casacos, mas eu pensei “Bom, eles tem uma máquina automática de abrir latas, eu não duvido mais nada.”
Vesti uma calça de moletom, um casaco quente (já está começando a esfriar por aqui, aeae!) e entrei no carro. Passamos na casa da mãe do Chris, que mora junto com a Kayli e o John (eles moram num trailer, mas aquela coisa é enorme!) para pegarmos a minha host grandmother. Não lembro o nome dela, porém, mas é uma senhora muito simpática. Enfim, o caso é que chegamos na tal fair, e quem disse que era um parque de diversões? Era uma espécie de feira de exposições de animais, tipo galinhas, vacas, ovelhas e até cabras. Aliás, era o aniversário de 100 anos da feira, o que quer dizer que ela estava bombando, tipo umas 30 pessoas (contando conosco, que estávamos em 5).
Pelo que eu entendi, é tipo tradição chegar numa feira dessas e comer o café da manhã que servem lá. Eu juro que eu queria pular essa parte, porque é nojenta, mas houve um episódio muito interessante e peculiar que eu quero registrar, então eu vou continuar. Fomos comer o até então delicioso café da manhã da feira de Clayton, quando a Angi (irmã de 15 anos) me perguntou “Vai querer com salsichas alemãs?”. Salsichas alemãs. Salsichas alemãs no café da manhã. Quando eu vi, estavam servindo um prato pra mim com panquecas, ovos mexidos e aquela linguiça da Alemanha cujo nome parece snorkel (aquela parada pra respirar quando se está mergulhando, sabe?). Além dessa mistura nojenta, tinha manteiga de amendoim, aquele negócio que parece melado e margarina pra passar nas panquecas. Ok, a parte boa é que eu fui tomar um suco de laranja, mas aí eu vi a coisa mais legal do mundo dentro de um cooler com gelo. Sabe aquelas caixinhas de leite super mini que aparecem nos filmes? Aquelas que eles servem nas escolas? Então, eu me emocionei tanto com aquilo que eu nem conseguia abrir a caixinha (serei motivo de piada por um tempo, acredite), mas ela é tão genial que a própria caixa tem um sistema abre-e-fecha, pra tomar o leite depois, se você quiser!
Depois disso, fomos para a parte divertida da feira, as exposições propriamente ditas, uau! Eu juro que eu nunca vi tantas galinhas num mesmo lugar. Nem porcos. Nem vacas. Nem legumes engraçados. E muito menos pessoas emocionadas só porque, sei lá, um pepino tinha uma medalha que dizia 'primeiro lugar'. Eu não entendo essa gente. Na real, tinham uns coelhos também e um deles era a criaturinha mais fofa que eu já vi na vida, o nome da raça era “lionface”, e ele realmente parecia um leãozinho miniatura. Ah, olha só, adoro essas interrupções na minha narrativa, mas meu host brother Justin acabou de me trazer um bolinho de chocolate que ele fez e eu não quero sujar o único teclado com acentos e cedilhas ao meu alcance. Voltando, eu vi também a cabra mais gay do mundo (na real, eu ainda não sei se era um CABRA MACHO ahahah – entendeu? Entendeu? Tá, esquece, eu sei que foi péssima, ignora), ela estava vestindo uma roupa especial pra cabras com muitos arco-íris, quase morri.
Animais bizarros e aparentemente “campeões” de alguma competição estranha vistos, tocados e acaraciados (me fizeram brincar com uma ovelha), fomos ver os cavalos, que eu não sei direito como se chama o que eles estavam fazendo, é aquelas paradas de pular por cima de uns murinhos e panz. Acontece que eram só meninas que estavam competindo, mas ao meu olhar, era sempre a mesma menina que ia fazer os saltos, só trocando de roupa e de cavalo, mas não. Eram meninas diferentes, mas que culpa tenho eu se todas elas tinham as mesmas feições, olhos azuis e cabelo claro? Ah vá! Pra encarar isso, eu me dei a oportunidade de tomar um snowcone, que tinha uma aparência estranha, mas refrescante e docinha. Que ilusão, o 'delicioso' snowcone se resume em gelo com sabor. Sabe aquela crosta de gelo engraçado que fica nas paredes do freezer da sua casa? Sabe aquele suco nojento e bem ruim Kisuco? Touchè.
Voltamos pra casa e o resto do meu dia se resumiu em uma crise de depressão e saudades de casa, um cacho de uvas e um filme bizarro com o Samuel L. Jackson sobre um maluco que quer explodir os Estados Unidos. Eu não entendi lhufas, mas não foi porque eu entendia o que eles estavam falando, o Greg (namorado da Angi) ficava perguntando O TEMPO INTEIRO o que a droga do carinha 'queria dizer com esse comentário'. Depois, as meninas saíram com seus respectivos namorados e meu sábado à noite foi espetacular, com direito a um banho supimpa e partir pra cama. Shoooooooow (saudades da Carol dizendo isso). Ah, é, e o bolinho do Justin.

Um comentário:

  1. Laura!!!! Com todas essas emoções e aventuras não pode dar tempo prá depressão, né? Pula essa!
    Bj da mama

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