quarta-feira, 27 de outubro de 2010

16/10/2010

HOMECOMING DANCE DAY! Sério, o dia foi muito corrido, foi correria
desde de manhã até o baile, só agora que eu estou tranquila e
quietinha no meu quarto, mas a adrenalina do dia continua pulsando
dentro de mim. Tudo começou de manhã, porque, mesmo sendo sábado,
tínhamos um jogo contra West Valley em casa, porque estamos na reta
final e panz, o inverno se aproxima e a temporada de soccer tem que
acabar logo, ninguém quer jogar na neve, né... Acordei às 7h, tomei
meu cereal matinal radical (Kellogs, desperte o tigre em você!),
juntei tudo que eu precisava e, estava quase saindo pela porta só de
bermuda e camiseta quando algo com um líquido vermelho dentro chamou
minha atenção pra lateral do lado de fora da janela. O pequeno
termômetro em graus Celsius em formato de cuia de chimarrão que eu
trouxe do meu querido Rio Grande do Sul marcava 2 graus negativos. Eu
não quis acreditar, uma vez que dentro de casa estava muito quente.
Olhei pro aquecedor da cozinha, ligado, e ali dizia que estavam 76
graus F(24 graus C). Voltei pro meu quarto e peguei duas calças de
moletom, uma camiseta azul de manga comprida pra botar por baixo da
camisa, um casaco, um moletom grosso, o moletom do time e a minha
touca peruana. Nos pés, onde antes tinham apenas chinelos de dedo, eu
coloquei meus slippers de lã, pra trocar pelas chuteiras só no
interior do ginásio, segundos antes de sair para o campo. Ficamos de
nos encontrar as 8h pra começar o aquecimento, uma vez que o jogo
começava às 9h. Notei que todo mundo estava tão encasacado quanto eu,
aí quando começamos a correr todo mundo foi tirando os casacos, até
que tinha uma pilha enorme do lado dos bancos. Joguei metade do jogo
de varsity, o que me deixou feliz pra caramba pela oportunidade. Na
outra metade, fiquei no banco, congelando, e vesti as minhas duas
calças por cima e todos os meus casacos. A Ronda disse que estava tão
impressionada com a minha aparência congelada que ela se prestou a ir
até o Bi-Mart comprar luvas pra e passar em uma cafeteria comprar um
café bem quente pra mim, quase não acreditei quando a vi chegando
depois, sério. As luvinhas são muito bonitinhas, são azuis com um
desenho de uma chuteira chutando uma bola a gol e escrito "Soccer is
my game!". Depois do jogo, fomos direto pra casa e hot tuuuuub! Fiquei
na banheira por uma hora, depois almocei com a Lexi, porque a Ronda
tinha ido levar a Angi pro jogo de vôlei dela. Depois de comermos, eu
e Lexi começamos a sessão se-arrumar-para-o-baile-de-homecoming. A
Kayli e a Mayve chegaram e cada uma ficou responsável por fazer o
cabelo de uma de nós duas. Eu não sabia o que fazer no meu cabelo, aí
eu disse que nunca tinha feito cachos. A Mayve perguntou como eu
queria meu cabelo e eu disse "Me surpreenda.". No final, ficou bem
legal, mas eu não sei se eu vou ter a paciência pra deixar meu cabelo
encaracolado de novo. Sem mentira, levou umas 3 horas. Às 5h, o Peter
mandou uma msg dizendo que estava chegando pra me levar pra jantar em
Spokane, aí eu me desesperei, porque eu só tinha feito metade das
minhas unhas. Ele chegou em menos de cinco minutos e eu acabei tendo
que tirar todo o esmalte da minha mão esquerda e, sério, nunca faça
isso com pressa, minhas unhas ficaram horrendamente manchadas de
esmalte vermelho. Fomos eu, o Peter, a Annie (a irmã dele) e o
acompanhante dela, a Brittany (uma senior da nossa escola) e a Neta e
a Jane, as intercambistas da Tailândia e da Coreia do Sul,
respectivamente. Sério, nunca vi tantas nacionalidades dentro de um
carro só. Fomos jantar no Prospectors, um restaurante muito bom, mas
demorado. O nosso pedido levou uma hora inteira pra chegar, até a
gente comer já era 7:20. Sério, fo MUITO engraçado, a Annie estava
dirigindo e queria pegar um atalho, porque pelo caminho normal a gente
leva 35 minutos pra chegar até Deer Park. Ela tentou ir por um caminho
muito aleatório e a gente se perdeu e foi parar no meio de um
condomínio nada a ver. Tivemos que voltar e ir pela estrada normal,
onde o limite é 60 milhas por hora (96km/h) , mas a Annie estava indo
a, sem mentira, 80 (128 km/h). Chegamos na escola em inacreditáveis 13
minutos. Ok, sobre o baile, eu não tenho muito o que falar, a não ser
que os americanos dançam muuuuito bizarramente e que eu passei metade
da noite tentando fazer o Peter dançar e a outra metade dançando com o
Hunter, um menino gay que era o único que sabia dançar direito (e
normal) ali dentro. Teve a votação para a realeza de cada série no
baile e a realeza geral. Lembro que de freshmen foram uma cheerleader
e um menino muito fofo; de sophomores foram o Brad, um menino das
minhas aulas de English e History e a Madison, a menina que senta
comigo em Algebra; de juniors foram o Zach, o menino gato da minha
aula de anatomia e uma outra cheerleader; de seniors foram o Greg, um
menino da minha aula de anatomia que tem nanismo (UM NANÃO, CAROL!
JWLKEJWLKJE :D) e a Taylor Reilly, do time de futebol; da realeza
geral, Zach e Taylor, como o esperado por todos. O baile acabou à
meia noite, fui dar tchau pros meus amigos e senti uma mão no meu
ombro. O Gaspar, o intercambista da Dinamarca, acompanhante da Taylor
no baile (e gato nas horas vagas) veio me perguntar que horas eu tinha
que ir pra casa. Falei que não sabia, perguntei o porquê e a Taylor
disse que eles tinham uma festa pra ir e queriam saber se eu queria ir
junto. Olhei pro Peter, a expressão de redneck cansado e que vai prá
cama às 8h estampada no rosto dele e pensei "Ai, meu deus...". Agora
estou aqui, deitada no silêncio do meu quarto, digitando e tendo que
encarar meu celular que vibrou há pouco com uma msg do celular da
Taylor "we're gonna throw a foreign party SOON. gaspar.". Ah, até que
enfim, né, poxa...

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