quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

03/11/2010

Meu dia começou cedo. Acordei às 4:30 e fui fazer o check-in. Deixei tudo encaminhado e prontinho e fui procurar algo pra tomar de café da manhã. Comprei um bagel em uma cafeteria e um café preto, sabendo que, se eu não ingerisse cafeína, eu cairia de sono e não acordaria mais. Fiquei vagando nas lojinhas de souvenirs, mas não encontrei nada interessante. Às 6h, meu voo partiu pra Chicago, 3 horas e meia vegetando dentro de um avião. Cheguei lá e o aerotorto (WEKHWLK eu precisava deixar assim, escrevi rápido e me mijei rindo depois!) era imenso, com 6897638748 terminais, cada um com 385787389 portões. Demorei um século e três quartos, mas encontrei tudo direitinho. Aliás, quando cheguei ao portão 6 do terminal G (G6), mandei uma foto do portão pra Lexi e começamos a viajar trocando mensagens 'cantando' NOW I'M FEELING SO FLY LIKE A G6, LIKE A G6, L-L-L-L-LIKE A G6! E foi muito engraçado :) Depois, entrei no menor avião que eu já vi na vida, tinha uma fila de um lado (A), e duas do outro (B e C), com 11 fileiras. Sério, era MINÚSCULO! O voo de Chicago, em Illinois, até Grand Rapids, em Michigan, é de 30 minutos, sem mentira. Sabe quando você entra no avião e pedem pra desligar os eletrônicos, aí depois de uns 15 minutos eles te deixam ligar tudo, mas uns 15 minutos antes de aterrissar eles pedem pra desligar tudo de novo? Foi a coisa mais engraçada do mundo, porque eu liguei o iPod, ouvi UMA música e tive que desligar de novo. Em Grand Rapids, encontrei uma mulher com uma plaquinha CETUSA TRIPS e uma menina com cara de chinesa do lado, aí eu sabia que não tinha ido parar no lugar errado. Tinha uns 8 intercambistas ali, todos com cara de apavorados. Perguntei se tinha mais alguém do Brasil, aí a Shelly, a coordenadora, deu uma olhada nas planilhas dela e disse “É, você vai encontrar bastante gente do seu país aqui.” Do nada, uma menina surgiu do meu lado e disse “Hi, I'm Hannah, from Austria! Where are you from?” e aí deu, ficamos conversando um tempão. A Shelly estava dirigindo uma caminhonete pra nos levar até o ponto de encontro dos ônibus e o marido dela esttava dirigindo uma van ENORME. Duas pessoas tinham que ir com a Shelly, aí a Hannah disse “Quer ir comigo de caminhonete?” aí fomos. Chegamos todos nesse shopping, onde tínhamos duas horas pra ficar viajando até os ônibus chegarem e eu e a Hannah ficamos indo de loja em loja, depois tomamos um Starbucks, depois almoçamos, depois ficamos viajando, etc, etc, etc. Propus um jogo, tínhamos que olhar pras pessoas e adivinhar se elas eram intercambistas ou não, aí a gente ia até eles e perguntava. Claro que a gente não foi cara-de-pau pra ir perguntar, dã, seria ridículo se a gente estivesse errada. Acabou que fomos encontrando pessoas aleatórias que aparentemente estavam tentando fazer a mesma coisa que a gente. Foi muito tenso, tinham 5 brasileiras ali no meio de gente aleatória de outros países. Brazilian power! Tomamos conta de uns sofazinhos por ali, éramos uns 19 agora. Às 5:30, fomos até os ônibus, pra ver se estávamos no bus 1 ou bus 2. Ficamos sabendo que, devido ao número de cartas que eles receberam de intercambistas que queriam ir, não seria justo levar só um ônibus com 48 alunos, então eles contrataram 2 ônibus pra levar 96 alunos! Chegando lá, encontrei um grupo de gente falando português, eram uns 9 brasileiros. Foi bem engraçado, porque não tinha tanta gente de outros países como tinha do Brasil. Fiquei sabendo que estava no mesmo ônibus da Hannah, aí sentamos juntas e voltamos a conversar. Um menino com cara de mexicano chegou, aí uma das coordenadoras veio falar conosco “Hey, vocês sabem se tem outra pessoa do México? Eu não quero deixar ele sozinho lá na frente.” aí eu peguei e me levantei e gritei “HEY, IS THERE ANY OTHER MEXICAN KID?” e a Hannah se mijou rindo e, como ninguém respondeu, eu fiquei muito 'err.. ok'. O José, acho que esse era o nome dele, acabou sentando na nossa frente e virou nosso brother também. O nosso motorista se chamava Fred Foxer, aí achamos muito engraçado, mas logo depois esquecemos. Começamos a conversar sobre como as pessoas evitam falar 'fucking' ou derivados perto de adultos e falam 'freaking' ou 'effing'; aí, decidimos criar a nossa própria palavra substituta pra 'fuck', que também começasse com f. Decidimos por FOX, aí o José disse “Hey, our bus driver's name should be Fred FUCKER.”. Criou-se o pandemônio, eu não conseguia parar de rir, minha barriga doía demais, a Hannah quase caiu do assento e estava tão retorcida que quase chutou meu rosto e o José caiu pra trás (sem mentira). Foi assim até chegarmos em Indiana, onde paramos pra pegar outros intercambistas. O problema era que devíamos ter chegado lá em uma hora, mas levamos duas horas e meia. Enfim, entraram outros brasileiros e panz, o que eu não achei que era muito legal, porque eu sabia que ficaria tentada a conversar em português, mas felizmente todas as gurias eram muito nojentas e eu não fui com a cara de nenhuma delas (só com as que estavam no outro bus, na verdade). Na viagem, ficou frio pra caramba e aí eu e a Hannah nos cobrimos com um cobertorzinho que ela tinha trazido. Demos um jeito de nos acomodar ali, meio tortas uma com a cabeça no ombro da outra (sim, isso é possível!) e dormimos. Parávamos de duas em duas horas pra banheiro, comida e etc e eu e a Hannah sempre saíamos correndo que nem loucas na frente pra não pegar filas, mas depois de um tempo, desisti de sair e fui nanar, as 3 horas de sono da noite passada começaram a dar sinal de vida...

Nenhum comentário:

Postar um comentário