quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

04/11/2010

Na manhã seguinte, fomos acordados às 8h pelo coordenador principal, dizendo que estávamos um pouquinho atrasados, mas pararíamos às 9h em um restaurante reservado para tomarmos café da manhã. Foi meio chato isso, sabe, porque o combinado era ficarmos meia hora tomando café da manhã e nos mandar dali, mas fomos sair de lá às 10:40, fiquei muito bolada, mais bolada ainda porque estava chovendo que nem no inferno (tá, foi uma péssima analogia, tem chuva no inferno? Bom, tava chovendo MUITO!). Enfim... Em uma hora e meia, mais ou menos, chegamos a Nova York!!! Através da névoa, podíamos ver a Estátua da Liberdade à distância. Chegar em NYC foi como chegar em Porto Alegre pela Freeway, sério, a primeira coisa que eu pensei foi “Tá brincando, né?” mas, mesmo assim, foi MÁGICO! Eu estava em NYC, caramba, a cidade onde tudo acontece! E, também, foi meio engraçado, todo mundo com seus narizinhos grudados na janela! Fomos direto até o porto onde pegamos o barco pra ir até à Estátua e Ellis Island e foi MEGA divertido, os outros americanos que estavam no barco ficavam olhando pra gente com cara de quem diz “wtf...” e foi LINDO, saímos correndo, com câmeras na mão, tirando fotos de tudo. Aí, quando ninguém esperava, eu tirei uma camiseta do Inter da minha bolsa e tirei a melho foto do mundo: a camiseta colorada tremulando e, ao fundo, a Estátua da Liberdade. A Estátua é só plano de fundo em comparação com o Campeão do Mundo FIFA, né, que que eu vou fazer... Depois de tirar minhas fotos lindas com a Estátua e outras com NY ao fundo, saí correndo até a lojinha de souvenirs, porque, a princípio, só tínhamos 1 hora na ilha até o próximo barco chegar e nos levar de volta prá cidade. Acontece que, não sei explicar o porquê, e nem quero lembrar disso, ficamos QUATRO HORAS na ilha, algumas pessoas sumiram pra ir no museu, outras sumiram pra ir nas lancherias, outras sumiram porque foram engolidas por um monstro marinho (nunca se sabe...) e os guias (que me estressaram desde o início), que nunca tinham ido a NYC, estavam sentados, comendo batatas fritas, olhando o mapa e tentando decidir o que íamos fazer depois. Sério, eu fiquei muito bolada, quem é que manda guias que nunca antes foram ao lugar? Finalmente, saímos de lá. Do barco, passamos do ladinho da ponte do Brooklyn e eu fiquei muito *-------*~~ awnnnnn! Tetos, teeetos com a Arielle, haha! Sou fascinada por aquela ponte :) Foi uma correria, porque estavam todos dentro do barco por causa da chuva e de repente todo mundo estava correndo até a proa pra tirar fotos melhores! Chegamos e eu fiquei muito *---* de novo, estava em NYC, enfim, não? Ficamos sabendo que íamos caminhar até a Wall Street pela Broadway, depois até o Ground Zero, o local onde ficavam as Torres Gêmeas. O problema é que esse trajeto não fez sentido, sabe, a gente caminhou por uma meia hora, na chuva, pra chegar até o Ground Zero onde a gente não consegue ver nada porque estão construindo um memorial ali e tá cheio daquelas paredes de madeira pra proteger as pessoas do entulho. Aliás, ficamos uma meia hora parados ali só olhando um prá cara do outro tipo “pois é, né...” e foi um saco, só nos atrasando mais. O resto do plano era o ônibus estar nos esperando ali, nos buscar depois de vermos o buraco e nos levar até o Central Park, PORÉM, tivemos que voltar tudo aquilo a pé, pegar o ônibus no mesmo lugar onde descemos do barco, o que nos tomou mais uma meia hora, aí já estava escurecendo e só PASSAMOS pelo Central Park. Perguntei por que diabos a gente não ia descer, aí o guia 'Ah, pois é, né, você sabe...' WTF. Comecei a ficar muito braba, mas pelo menos estávamos indo à Times Square agora, fazer compras e nos sentir em um filme americano. QUE ILUSÃO. Aqueles retardados não se deram conta que estávamos 4 horas e meia atrasados com o programa e não se deram conta também que é NOVA YORK, duh, uma ds maiores cidades do mundo, ÓBVIO que tem tráfego, ÓBVIO que é lotado de gente, duuuuuuh! Eles deviam ter planejado tudo melhor, sério. Chegando à Times Square, eu já estava com minha bolsa na mão pra sair correndo que nem louca pelo lugar mais lindo (e brilhante) que eu já vi quando o maldito guia disse “Eu sinto dizer que a gente não vai poder descer e fazer compras porque estamos atrasados e blah blah blah”, aí TODO MUNDO começou a reclamar, gritar, xingar (em inglês e nas suas próprias línguas secretas que ninguém entendia), tentamos de todas as maneiras persuadir o cara, mas não rolou. Eu fiquei muito triste chateada, desapontada, braba, irritada, tudo misturado; comecei a chorar e aí me levantei e fui falar com o guia principal, coisa que muitos já tinham tentado, mas, de acordo com uma outra brasileira, “eu tenho a lábia”, wtf isso quer dizer? Enfim, tentei convencer o cara a nos deixar pelo menos uma meia horinha na Times Square, mas ele disse que não, que realmente não tínhamos tempo porque tinha um restaurante reservado pra nós às 20:00, que eles iam fechar só pra gente e tal, mas, poxa, a gente estava em NYC, quem diabos janta às 8 horas em New York? Aí eu perguntei onde e qual era o restaurante, e ele "Ah, é a umas duas horas daqui." Quando ele falo isso, aí eu me irritei. Fui pro meu banco do lado da Hannah, que estava trocando mensagens com alguns amigos, aí eu notei que, em cada cinco palavras, quatro eram 'fucking'. Olhei pros lados e TODOS estavam xingando em suas línguas, dava pra ver pelo tom de voz. Os brasileiros estavam muito brabos, ouvi coisas que nem EU tenho a cara-de-pau pra falar em voz alta, sério, e, bom, eu tô falando de mim, né, hehehe :). Reconheci também alguns xingamentos em, especialmente porque algumas horas antes eu estava conversando com o David, da Espanha, sobre xingamentos em poruguês e espanhol. Como eu não estava nem um pouco a fim de conversar com os brasileiros, comecei a trocar mensagens com a Lexi, porque eu conheço o gênio dela e sabia que ela também explodiria no meu lugar. Depois de xingar até a tataravó dos guias, a Lexi disse "wow, eu nunca pensei que você fosse dizer uma coisa dessas, é o tipo de palavra que EU usaria" e eu "meu vocabulário ganha brilho quando eu me empolgo" aí ela me ligou, e eu expliquei tudo o que tinha acontecido, porque nas mensagens e só tinha xingado e ela não tinha entendido nada. Tentei evitar ao máximo xingar no telefone, uma vez que era em Inglês, né, poxa, qualquer um poderia entender, mas foi inevitável devido ao nível do meu estresse. Não tô brincando. Chegamos no restaurante, todos muito bolados com tudo, aí vi uma brasileirada dizendo "Aí, vamos pedir o que tem de mais caro no cardápio, não é a gente que paga, mesmo!" e eu pensei, "pô..." e fui sentar bem longe. Acabou que eu comi peito de peru com molho de queijo e uma salada louca lá e, como é tradição de família, mandei uma mensagem com uma foto da comida pra Ronda e pra Lexi, pra deixá-las com invejinha, ahah sou má! Depois, chegamos ao hotel e, graças ao pai criador, tinha wi-fi lá. Ficamos sabendo que íamos dividir os quartos entre 4 intercambistas, mas cada quarto só tinha duas camas. Fiquei no quarto com uma menina chamada Lara, da Áustria e uma chamada Mbywbybvo (ok, esse não era o nome dela, mas ela era da Tailândia, e eu realmente não sei escrever), a nossa quarta integrante tinha desistido da viagem. Ficamos viajando um tempo no quarto, conversando, nos alternando pra tomarmos banho, quando a Hannah apareceu pra pedir o estojo de maquiagem dela que estava na minha bolsa. Ela ficou um tempo por ali, dizendo que só tinha coreanas/chinesas no quarto dela e que elas estavam conversando na sua própria língua secreta, então ela tinha vindo conversar com gente legal, haha. Ficamos vegetando um pouco, aí a nossa amiguinha que eu não sei dizer o nome sumiu de repente, a Lara foi pro banho, aí a Hannah foi pro quarto dela e eu fui nanar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário