quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

07/11/2010

Acordei meio torta, com a notícia de que estávamos chegando a Grand Rapids e que era pra deixar nossas coisas prontas, porque estávamos meio atrasados porque o outro ônibus tinha furado um pneu e panz, aí íamos direto ao aeroporto porque alguns voos de alguns intercambistas eram às 11:45 e já era 11h. Foi uma correria, todo mundo correndo e gritando e se abraçando e dizendo tchau, foi muito bom te conhecer, blah blah blah... fiquei sabendo que o voo da Hannah era às 11:45, ela foi fazer o check in, aí corremos, nos abraçamos e dissemos "foi bom te conhecer!", aí fizemos uma coisa muito original que ninguém mais teve a ideia de fazer: trocamos os nossos crachás, ela ficou com o meu e eu fiquei com o dela. Foi bem legal, ela foi embora aí eu me sentei com umas outras meninas e tinha uma brasileira que estava chorando "oh, guys, I'm gonna miss you soooo much" e talz. Fui com a Nora, uma menina da Finlândia, almoçar pizza. De repente, ela teve que correr pra pegar o avião dela e, quando eu me dei conta, todo mundo começou a ir embora e eu percebi que, realmente, eu vou sentir falta daquela cambada de gente esquisita... Peguei o mesmo voo pra Chicago que a Amanda, uma outra brasileira, e uma Coreana e uma Tailandesa. Em Chicago, nos separamos, mas nos demos conta de que íamos as quatro pra Phoenix, Arizona, mas em voos diferentes. Cheguei em Phoenix por volta das 8 da noite, mas a minha conexão pra Spokane era só no dia seguinte, às 9 da manhã. Dei um jeito de comer alguma coisa, me instalar em uma poltrona e tentar dormir por algumas horas. Sério, estou virando campeã de passar a noite em aeroportos, não acredito como eu ainda não enlouqueci... No meio da noite, acordei muito torta e dolorida e morrendo de frio. Pra minha surpresa, a única loja aberta era um Starbucks, aí me levantei e fui até ali. Pedi um cappuccino e aí a moça perguntou de onde eu era. Disse que era brasileira e aí, pronto, foi o que bastou. A guria ficou tão emocionada que eu era intercambista que não parou um segundo de me perguntar sobre o Brasil, acho que passei umas duas horas conversando com ela, mas aí bateu um sono e voltei pra minha poltrona, prometendo que voltaria lá pra tomar café da manhã.

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